Medida certa! A importância do Bike Fit por Carlos Menezes.
20 de abril de 2016
Carlos Menezes (1 article)
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Medida certa! A importância do Bike Fit por Carlos Menezes.

“Quero pedalar. Por onde começo? Pelo início, é claro! Mas qual o primeiro passo? O primeiro passo é a base de tudo.”

Imagine a seguinte situação: você sai para comprar um sapato. Ao solicitar ao vendedor que lhe mostre determinada marca ou modelo, qual é a primeira pergunta que ele faz? Isso mesmo: que número você calça? O mesmo se repete quando vamos comprar roupa. Uma calça jeans tamanho 42 pode apresentar diferenças no comprimento das pernas ou na largura da cintura quando variamos o modelo ou marca. Seguindo esse raciocínio é fácil perceber que uma calça, mesmo apresentando a mesma numeração, pode ficar bem para uma pessoa e não vestir bem outra. Com isso algumas pessoas procuram os alfaiates para confeccionar uma roupa nas medidas exatas de seu corpo. Esse trabalho artesanal permite que a pessoa se sinta mais confortável e elegante. O que poucas pessoas sabem é que para cada pessoa existe um tamanho ideal de bike.
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Nos Estados Unidos e Europa, onde o ciclismo está incorporado à cultura e modo de vida da população, é muito comum as pessoas recorrerem ao bike fit para descobrirem quais são as medidas ideais de bicicleta antes de realizar a compra. No Brasil, o que mais percebemos são pais que compram bicicletas acima da numeração para seus filhos, pois acreditam que quando eles crescerem a bike ficará no tamanho ideal, evitando assim gastos na aquisição de uma nova bike quando seu filho aumentar em estatura. Por outro lado, troca seu carro a cada ano sem se preocupar com os custos. Acontece que já no seu primeiro contato com a bicicleta a criança vai se sentir desconfortável, uma vez que a bike está grande para o seu tamanho. Em pouco tempo ela perde o prazer de pedalar e assim aposenta o brinquedo novo. É muito comum ouvir de pessoas, que têm muita vontade de adotar o ciclismo como prática diária, mas não se adaptam por sentir muitas dores no corpo depois de pedalar cerca de uma hora. Essas dores geralmente se apresentam em pelo menos um dos seguintes pontos anatômicos: glúteos, pernas, pés, mãos, coluna, pescoço, região lombar, entre outras. Em sua maioria, estão relacionadas a um mau ajuste do ciclista à bike em pelo menos um dos seguintes fatores: tamanho do quadro, altura do selim, recuo do selim, avanço e altura do guidão. A combinação dessas medidas aos ângulos das articulações do ciclista é que vai determinar o perfeito ajuste da bike ao corpo do ciclista, uma vez que é a bike que deve se ajustar ao corpo e não o contrário. Sempre que o corpo for obrigado a sair da sua posição natural para se ajustar, isso gerará, no mínimo, um desconforto e, no máximo, uma lesão. A princípio, o bike fit pode parecer algo bem simples, a ponto de acreditarmos que alguém que anda de bike há um bom tempo sabe fazer os ajustes. No Brasil, existem vários mecânicos de bicicleta que fazem esses ajustes.

“Na Europa e na América do Norte, ganhou maior visibilidade na era “Armstrong”. Certamente ele foi uma vitrine para o mundo em relação ao bike fit. Sempre preocupado com os detalhes para extrair os melhores resultados.”

Mas a coisa não é tão simples assim. Um bom fitter precisa entender de mecânica de bicicleta, anatomia e fisiologia humanas, biomecânica, biometria e sinesiologia, entre outros conhecimentos. Afinal, são diversas variáveis, e um pequena mudança de 3 mm na altura do selim pode acarretar uma alteração de meio centímetro no recuo do selim e ate 1 cm na altura da mesa, dependendo da antropometria do atleta. Assim, o bike fit mostra que não existe receita pronta e que cada caso é um caso. E o uso de ferramentas adequadas é fundamental para uma boa avaliação e ajuste, da mesma maneira que um médico precisa de um bom laboratório de análises clínicas para efetuar um perfeito diagnóstico da doença.

“Muitas pessoas vêm oferecendo esse serviço sem ter a mínima noção do que realmente é bike fit. Curiosos que se autodenominam autodidatas (Dr. Google) devoram posts em sites sem nenhuma relevância científica e saem por aí aplicando suas metodologias.”

Aproveitamos para corrigir um erro de edição da Revista Triângulo que ao transferir e diagramar o texto, foi perdido parte dele dando um sentido diferente as qualificações do Bike Fitter. Pedimos desculpa pelo erro e divulgamos a informação correta.

“Carlos Menezes é graduado e mestre pela Universidade Federal de Uberlândia.Atleta de MTB e Road. Colunista nas melhores revistas de ciclismo do pais.

Retul Certified Fitter – pela Retul University – Boulder/Colorado/USA.A Retul University é responsável pelo Bike Fit de Lance Armstrong, Craig Alexander, Anndy Schleck, equipe Radio Shack Nissan Trek e Garmin Cervelo, entre outros.”

Carlos Menezes

Carlos Menezes

Carlos Menezes é graduado e mestre pela Universidade Federal de Uberlândia.Atleta de MTB e Road. Colunista nas melhores revistas de ciclismo do pais. Retul Certified Fitter – pela Retul University – Boulder/Colorado/USA. A Retul University é responsável pelo Bike Fit de Lance Armstrong, Craig Alexander, Anndy Schleck, equipe Radio Shack Nissan Trek e Garmin Cervelo, entre outros.

Comentários

  1. […] A explicação veio essa semana por meio da Redação da Revista Triângulo Esporte, em seu formato on line por meio de uma errata, e a mesma será publicada no próximo numero da Revista impressa. (por meio do link: http://www.trianguloesporte.com/ciclismo/medida-certa-a-importancia-do-bike-fit-por-carlos-menezes/) […]

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