Alimentos Verdes
17 de outubro de 2015
Cíntia Nepomuceno (1 article)
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Alimentos Verdes

Estamos passando por uma mudança de hábitos nos dias atuais, o que nos leva a questionar tantos mitos e verdades sobre o que é ou não bom para nossa saúde

 

Fazer suas próprias refeições faz parte da alimentação verde; evite comprar pratos prontos e congelados

 

Hoje em dia as pessoas praticam mais atividade física, procuram uma alimentação mais saudável e balanceada, assim como o equilíbrio emocional, buscando manter o corpo e a mente em plena harmonia. Vamos nos ater ao tema alimentos verdes, pois devemos comer vegetais, sejam eles crus, em saladas, cozidos ou em sopas. Há várias maneiras de se fazer uma alimentação mais verde, em prol da sua saúde e do meio ambiente. Um dos passos fundamentais para conseguir uma alimentação assim é optar por alimentos biológicos ou, na linguagem mais usada, orgânicos.

Quando se fala em comer de forma verde, refere-se ao comer biológico, consumindo alimentos produzidos sem quaisquer tipos de produtos químicos, como pesticidas, fertilizantes, antibióticos, aditivos e organismos geneticamente modificados. Para ir mais além, os produtores orgânicos normalmente trabalham com recursos renováveis, conservando a terra e a água, de forma a assegurar a qualidade ambiental. As mudanças nos nossos hábitos alimentares não precisam ser radicais. Afinal, não estamos falando de tratamento de choque, e sim de uma transformação ao longo dos dias que dure para uma vida toda.

Então, a sugestão é fazer uma transição lenta. Na primeira ida às compras, procure comprar produtos orgânicos, começando pelos básicos, e depois vá experimentando outros: proteínas (ovos, frango, charcutaria); gorduras (manteiga, azeite, óleo de coco); laticínios (leite, queijo, iogurtes, natas); hidratos de carbono (batatas, aveia, arroz integral); bebidas (água mineral, sumo de fruta natural, chás de ervas); condimentos (ketchup, mostarda); e frutas e legumes. Você não vai conseguir encontrar alguns alimentos que sejam totalmente biológicos. Informe-se quais frutas e legumes que contêm mais (maçãs, peras, uvas importadas, nectarinas, pêssegos, morangos, cerejas, batatas, cenouras, pimentões, alface, espinafres, aipo) e menos (banana, quiwi, ananás, ameixas, manga, papaia, abacate, melancia, uvas não importadas, cebolas, brócolis, aspargos, milho, ervilhas, couve-repolho, couve-flor, couve-de-bruxelas) pesticidas e compre com bom senso.

Comprar alimentos verdes em hortas e mercados próprios é muito mais vantajoso, pois as lojas biológicas especializadas e muitos supermercados que já vendem alimentos biológicos gastam muitos recursos — principalmente em termos de transporte — para abastecer as lojas com esses produtos, tornando-os mais caros. Se tiver um orçamento mais apertado, mas não quer deixar de praticar uma alimentação verde, dê prioridade aos seguintes produtos biológicos: leite, carne, frutas e legumes. Cultivar suas próprias frutas e legumes pode ser a melhor forma de fazer uma alimentação verde. Se tiver um terreno adequado, algum tempo e paciência, por que não criar uma pequena horta? Se tiver espaço e disponibilidade, pode ainda criar alguns animais para consumo doméstico. É uma boa maneira de viver uma vida mais verde. Leia sempre os rótulos de todos os produtos alimentares e não adquira os que contenham glicose/frutose, gorduras trans ou adoçantes artificiais, e evite os produtos processados, pré-cozinhados e pré-congelados: frango de aviário, óleos de cozinha, margarinas e outros produtos que sejam parcialmente hidrogenados; produtos laticínios magros e ultrapasteurizados; cereais brancos (pão, arroz, massa…); refrigerantes ou qualquer bebida que contenha glicose/frutose ou a vitamina sintética D2.

Vá para a cozinha e faça sua própria massa, base para pizzas, pão, molho de tomate, bolos, bolachas e compotas. Para ajudá-lo(a) na lista de compras, seguem os vegetais mais saudáveis do mundo: alface francesa, rica em cálcio, extremamente benéfico para os ossos; couve-flor, contém muitas vitaminas C, E e A (indispensáveis à boa visão e à saúde da pele) e o Complexo B (evita problemas do aparelho digestivo e sistema nervoso); couve-galega, ajuda a combater vários tipos de câncer; couve-de-bruxelas, contém vitaminas C e A (retinol), proteínas, potássio e ferro, e fortalece os ossos e protege a pele e as mucosas. É um poderoso antioxidante e possui uma grande quantidade de bioflavonoides e indóis, substâncias vegetais que protegem contra diversos tipos de cancro. O agrião é um vegetal muito nutritivo com baixo valor calórico e é uma boa fonte de vitaminas A, C e vitaminas do complexo B, responsáveis pela produção de energia; a couve, consumida regularmente, evita metade das probabilidades de alguém vir a padecer de câncer na bexiga; espinafre é fonte de luteína e zeaxantina, duas substâncias nutrientes com propriedades antioxidantes, que protegem a vista de prováveis problemas oculares, próprios do envelhecimento.

Este universo da alimentação saudável é vasto e pode ser moldado de acordo com a necessidade de cada pessoa ou objetivo. Por isso, é importante o acompanhamento sob a orientação de profissionais que entendam do assunto, para saber o que pode ser levado à sua mesa e ingerido com a consciência tranquila. É esse profissional que dará a você todas as respostas sobre o que faz bem ou não, o que é certo ou errado, e a quantidade correta de cada alimento a ser ingerido, sendo ele verde ou não.

 

Cíntia Nepomuceno

Cíntia Nepomuceno

Cíntia Nepomuceno é nutricionista com especialização em Alimentos Funcionais, Fitoterápicos e Suplementação.

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